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Os terrenos do Convento, actualmente, sem
produção agrícola, mas outrora davam o sustento para os seus moradores e
onde no seu grande pomar se produziam os famosos “codornos” que os
padres enviavam à rainha D. Catarina que muito os gabava.
Com a extinção das
Ordens Religiosas, em 1834, o Convento foi vendido em hasta pública por
D. Maria II ao Dr. João António David Leitão Júnior, antepassado do
Arqt.º Carlos Simões Leitão.
No Final da década de
1970 o actual proprietário, Arqt.º Carlos Simões Leitão, transformou as
ruínas da antiga igreja do Convento na sua própria habitação.
Neste local, os
presentes, além de desfrutarem de uma vista deslumbrante sobre as
margens da Ribeira de Pêra puderam sentir a história e a magia do local,
a mística, a poesia, as artes e as letras dos ilustres moradores e
visitantes destas paragens:
- Miguel de Leitão de
Andrada, que escreveu a “Miscellanea do Sítio de N.ª S.ª da Luz de
Pedrógão”, 1629, pode ser considerada a primeira monografia de Pedrógão
Grande;
- O poeta Luís Vaz de
Camões, que na sua obra maior “Os Lusíadas” terminada em 1556 e
publicada em 1572, dedicou a este local o poema “Oh! Pomar Venturoso”;
- Os pintores José Malhoa
e Alfredo Keil que tão bem souberam ilustrar as paisagens do Cabril.
Os visitantes puderam ver neste espaço do extinto Convento, os
restos da sua famosa fonte, os contrafortes, arcos e colunas com
inscrições, cantarias, a pedra tumular de Baltasar Aranha de Oliveira,
azulejos de características hispano-árabes e alguns documentos inéditos
(escritura).
Algumas imagens deste Convento encontram-se na Igreja Matriz de
Pedrógão Grande, entre elas, Nossa Senhora da Rosa e Nossa Senhora do
Rosário, padroeira dos Dominicanos.
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