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08Set09 |
O AZEREIRO |
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O azereiro (Prunus lusitanica L.) é uma espécie autóctone, actualmente, rara
em Portugal, que tem interesse ecológico e ornamental.
A Prunus lusitanica era
considerado o loureiro de Portugal e uma relíquia do Terciário, constituindo um
endemismo fragmentado em diversas
subespécies.
Pertence ao subgénero Laurocerasus que se
caracteriza por folhas perenes, coriáceas e
glabras, assim como por flores brancas
odoríferas dispostas em cachos.
Durante muitos séculos foi uma planta
abundantíssima na nossa região. Segundo
alguns cronistas, uns lhe chamavam Ázere e
outros Zenzer ou Zêzere, pois o nome se
confundia com o rio Zêzere e que na época
da floração, tornava a nossa região,
imensamente branca, alva.
Encontravam-se (como ainda hoje) em comunidades de meia montanha ou na orla
exterior das
comunidades ripícolas e vales húmidos dos sistemas montanhosos peninsulares.
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Continua a espalhar o nome de Portugal por este mundo fora pois em francês
diz-se laurier du
Portugal, em inglês, Portugal laurel. Provavelmente o
nome de louro terá a ver por esta planta, também ser de
folha persistente e ter um brilho semelhante ao do
loureiro.
O Azereiro encontra-se na lista vermelha da IUCN
(International Union for Conservation of Nature)
(http://www.iucnredlist.org/info/introduction.html), sendo considerada em vias de extinção. Poucos se vêm
em Portugal, embora seja uma árvore nativa, aparecendo
muito menos do que merece em jardins e em parques.
Actualmente a maioria das pessoas desconhece esta
planta em Portugal.
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Os viveiristas quando se pergunta
por ela fazem uma cara de espanto.
A sua madeira é de um rosado bastante vivo e, talvez
por isso, era muito usada em esculturas.
Também foi
utilizada como cavalo para o enxerto de garfo em
espécies do género Prunus.
O fruto é considerado comestível, mas só quando está
completamente maduro.
É muito
apreciada pelos pássaros.
Embora a
maior parte das suas congéneres do
género Prunus sejam de folha caduca
esta espécie é de folha persistente.
Tem um parente próximo que
também se encontra na Red list da
IUCN, o azereiro dos Açores, Prunus
lusitanica L. subsp. azorica (Mouillefert)
Franco.
Pela sua beleza tem sido utilizado
desde o séc. XVIII com fins
ornamentais, embora com
menos intensidade do que o
desejável na Península Ibérica,
onde seria muito apropriado
aproveitá-la para parques e
jardins.
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Na nossa região a Câmara
Municipal de Pedrógão Grande
tem-na plantado nos seus
jardins e ruas. Sugerimos a
outras autarquias que
contribuam para a preservação
da espécie plantando-a nas ruas,
parques e jardins dos seus
municípios.
Em 2006, a Al-Baiäz lançou um novo boletim com o nome Azereiro em homenagem a
esta espécie.
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