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Numa das salas-museu um antigo
tear da fábrica dos Esconhais.
Já no exterior visitámos a capela, muito
interessante e muito bem conservada; os jardins muito bem cuidados e com
algumas plantas endémicas; os espaços de produção agrícolas com vinha e
pomares e o antigo refeitório da fábrica de lanifícios dos Esconhais
onde homens e mulheres tomavam as refeições em espaços separados.
O edifício principal da
Quinta foi mandado construir pelo Visconde de Castanheira de Pera,
António Alves Bebiano, nos finais do séc. XIX e nos seus terrenos foi
fundada, em 1879, a fábrica de lanifícios dos Esconhais
António Alves Bebiano foi
um dinâmico industrial e presidente da Câmara de Pedrógão Grande. Pelos
seus méritos, o Rei D. Luís concedeu-lhe o título de Visconde de
Castanheira de Pera, em 27 de Janeiro de 1881.
Depois esta Quinta passou
para as mãos de Manuel Antunes Cepas, antigo funcionário da Fábrica dos
Esconhais e braço direito do Visconde. Mais tarde herdou esta Quinta o
seu filho Manuel Alves Cepas, vários anos presidente da Câmara de
Castanheira.
Posteriormente a Quinta
foi adquirida por Viriato Graça Oliva, a qual baptizou de Quinta de
Santo António. Graça Oliva foi um prestigiado árbitro de futebol. Teve
uma carreira brilhante, iniciada
em 1966, sendo dos poucos árbitros nacionais da sua geração a ostentar
as insígnias da FIFA. Foi presidente
da Câmara de Castanheira de Pêra
e um grande benemérito deste Concelho. |