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Resumo
Histórico
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“A norte do concelho, na
freguesia de Alvorge, corre o rio Seco, dos
Mouros ou Caralio, segundo o termo usado no
foral passado por Dom Afonso Henriques ao
Germanelo. Como não tem nascente própria e
atravessa uma região toda ela pobre e
bastante árida, cuja paisagem lembra e se
aparenta às da Terra Santa, nos primeiros
quilómetros o seu leito é completamente seco
nos meses de Estio, todavia, à semelhança
dos pequenos rios de Israel, também este
transborda no Inverno e tudo arrasta com as
enxurradas provindas das trovoadas
primaveris e outonais.
Entre Alcalamouque e
Fonte Coberta, vai quase paralelo à antiga
via romana e, depois, corre por entre vales
e profundos até Condeixa a Velha, onde serve
de defesa natural Sul à magestosa cidade de
Conímbriga, incorporando-se no Anços para
atingir o Mondego.” (1)
Foi o lugar de
Alcalamouque, que deu origem ao nome da
ribeira que se forma ao fundo do seu monte,
nos olhos de água. Este lugar já era
referenciado, em 1142 e 1182 em doações de
propriedades feitas ao Mosteiro de Santa
Cruz, em Coimbra.
É um lugar que pela sua
localização se torna um excelente miradouro
sobre o lugar de Pombalinho (Soure), os
montes de Vez, Ateanha, Juromelo e Castelo
do Rabaçal.
Possui capela datada de
1682 onde tem uma interessante imagem do seu
padroeiro São Pedro.
Nos trilhos do seu monte
podem ser observados, poços de bagaço,
cisternas, bons exemplares de
carvalho-cerquinho e plantas melíferas,
aromáticas, medicinais e ornamentais, das
quais destacamos: orquídeas,
rosa-albardeira, madressilva caprina,
erva-de-santa-maria, tomilho, etc.
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(1)
ANSIÃO - Perspectiva Global Arqueológica,
Histórica e Arte da Vila e do Concelho, pág.
26, José Eduardo Reis Coutinho, 1986. |